Donald Trump:
Presidente ou vilão de história em quadrinhos?
Três semanas de governo Trump já renderam muitas comparações com vilões
do universo das HQs
O sinal de alerta já foi dado pelos internautas logo após o discurso de
posse de Trump. Na ocasião, aficionados em histórias em quadrinhos apontaram
que o presidente dos Estados Unidos copiou uma frase do vilão Bane no filme “Batman
– O Cavaleiro das Trevas Ressurge”. Vídeos comparando as duas falas bombaram na internet. Pode
ter sido apenas uma coincidência. Alguns acham que não.
Trump já havia sido comparado a
outro vilão do universo das histórias de Batman, o Coringa. O ator Mark Hammil,
que faz a voz do arqui-inimigo do Homem-Morcego em várias animações, gravou um
vídeo em que lê com a voz do palhaço vários tweets do mandatário da Casa
Branca.
Pode parecer um exagero atribuir
a Trump o papel de vilão. Mas algumas características dos personagens maus das
histórias em quadrinhos se fizeram presentes no discurso e nos atos do
presidente nas suas primeiras três semanas de mandato. A ideia de construir um
muro na fronteira com o México, que muitos achavam que seria deixada de lado
após a campanha, tem sido reforçada. O projeto megalômano (todo vilão tem um)
adquire requintes de crueldade quando o bilionário faz questão de frisar que
forçará o México a pagar os custos da obra. Em entrevista à rede ABC em
janeiro, Trump afirmou que o muro começará a ser construído dentro de “meses” e
que “de algum jeito” os mexicanos “reembolsarão” os EUA.
A velha luta do Bem contra o Mal
Todo vilão clássico tem um inimigo que precisa ser
destruído. No caso de Trump, o mundo islâmico foi escolhido para fazer esse
papel. O decreto presidencial que proíbe a entrada nos EUA de imigrantes vindos
de países de maioria muçulmana, por enquanto barrado pela justiça, vai ao
encontro da retórica segundo a qual o islamismo é “culpado” pelo terrorismo
mundial. Trump exigiu do Pentágono um plano para destruir a organização
terrorista Estado Islâmico e assinou uma ordem executiva que proíbe refugiados
sírios de entrar em território americano. Quem foge dos horrores da guerra é
tratado como potencial terrorista.
O mandato do polêmico bilionário
está apenas no começo.
Muitas forças, porém, já se mobilizaram para se opor a ele. Mulheres, artistas
como Jane Fonda, Meryl Streep, Kate Perry e Cher, juízes, imigrantes e muitos
setores organizados da sociedade civil não vão ficar parados olhando. A batalha
ainda terá muitos capítulos. Ou edições.
*se você lembrou de alguém lendo o titulo isso é um easter egg*
Eu sou a Ana e trabalho na comunicação do Instituto Helena Florisbal (já pode curtir nossa página no facebook, tá). O IHF apoia 32 ongs prestando assistência social gratuita a pessoas em vulnerabilidade social, em especial crianças e idosos.
Espero poder conhecer melhor cada um de vocês e nós divertir nesse curso.